sábado, 15 de junho de 2013

Camminus.


  • Tantas vezes perdidos nas estradas da vida
    Outras tantas vagando pelas estradas da morte
    Sonhando com a sorte de voltar a si, de voltar pra casa.
    Na mochila guardo a antiga identidade,
    Tão velha que mal consigo ver a saudade,
    Saudade da felicidade que acabou.
    Felicidade que teve fim com a chegada da culpa,
    Que muitas vezes era a única
    Companheira nas noites escuras.
    Já desisti dos meus discursos e explicações
    Desisti de rimar, de por métrica,
    Não pretendo me fazer mais belo, para que vejas a verdade.
    Por isso reluto em falar sobre caminhos,
    Pois me remete a pensar sobre os meus,
    E outra vez me perco, e aqui transcrevo: eu.
    Poderia contar sobre as estradas seguras,
    Sobre as ruas escuras, sobre a desilusão.
    Sobre as armadilhas escondidas...
    Sobre as miragens refletidas ou a solidão.
    Talvez você possa falar sobre elas,
    Não as conhece melhor que eu?
    Eu? só quero voltar pra casa,
    Continuo a caminhar rumo ao meu desejo.
    Como um beijo sem ensejo.
    Mesmo enfadada insisto, persisto, sigo.
    A cada passo menos distante um pouco,
    Pouco a pouco mais perto, certo que voltarei.
    Sim voltarei, seguirei e chegarei.
    Enquanto isso simplesmente caminho,
    E nesse caminho já não estou só.

    Thamy Karine

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